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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Embarque neste Blog e conheça as estações do Samba do Trem. Boa Viagem. Maria Lopes.








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Doce Viagem.


Relógia da Central do Brasil- Rio de Janeiro.

Relógio da Central do Brasil marcava dois horários diferentes na tarde desta terça (9) (Foto: Paulo Roberto Nunes de Oliveira / VC no G1)

Estação do Engenho de Dentro


Estação de Deodoro



HISTORICO DA LINHA: O ramal de Angra, posteriormente chamado de ramal de Mangaratiba, foi inaugurado em 1878, partindo da estação de Sapopemba (Deodoro) até o distante subúrbio de Santa Cruz. Somente foi prolongado em 1911 até Itaguaí, e em 1914 chegou a Mangaratiba, de onde deveria ser prolongado até alcançar Angra dos Reis, onde, em 1928, a E. F. Oeste de Minas havia atingido com sua linha vinda de Barra Mansa. Tal nunca aconteceu, e o ramal, com trechos belíssimos ao longo da praia, muito próximo ao mar, transportou passageiros em toda a sua extensão até por volta de 1982, quando foi desativado. Antes disso, em 1973, uma variante construída pela RFFSA e que partia de um ponto próximo à estação de Japeri, na Linha do Centro, permitia que trens com minério alcançassem o porto de Guaíba, próximo a Mangaratiba, encontrando o velho ramal na altura da parada Brisamar. A variante, entretanto, deixava de coincidir com o ramal na altura da ponta de Santo Antonio, onde desviava para o porto; com isso, em 30/06/1983, o trecho original entre esse local e Mangaratiba foi erradicado e os trens passaram a circular somente entre Deodoro e Santa Cruz, de onde voltavam. Hoje, esse trecho ainda é usado pelos trens de subúrbio, o trecho entre Santa Cruz e Brisamar está abandonado e o restante, Brisamar-porto, é utilizado pelos trens de minério apenas.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Santa Cruz foi inaugurada em 1878 e permaneceu até 1911 como ponta de linha do ramal. Em 1902, a EFCB informava que "a estação dava correspondência com o ferro-carriol de Santa Cruz a Itaguaí e ferro-carril e navegação Santa

ACIMA: A estação de Santa Cruz em 1881 (Colecção de 44 vistas photográphicas da Estrada de Ferro Pedro 2º, 1881).
Cruz
" (Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, Imprensa Nacional, 1902) - provavelmente duas linhas de bonde na época, antes da abertura do prolongamento do ramal, pelo menos. Somente em 1911 foi aberto o trecho seguinte até Itaguaí e que em 1914 foi prolongado até Mangaratiba, seu ponto final. Embora houvesse planos de encontrar a linha da E. F. Oeste de Minas -

ACIMA: Trilhos na Rua do Império se dirigindo ao antigo Hangar de Zepellins em Santa Cruz. ABAIXO: Trilhos saindo para Mangaratiba, linha desativada desde os anos 1970 (Fotos Julio Cesar da Silva, 2009).
depois RMV - em Angra dos Reis, este trecho nunca foi construído. A eletrificação implantada na Central do Brasil atingiu Santa Cruznos anos 1940 e daí nunca passou. Portanto, os trens de subúrbio chegavam até esta estação e dali prosseguiam para Mangaratibapuxados por locomotivas a vapor, e a partir dos anos 1950, por diesels. Este deve ter sido um dos motivos do fim do Macaquinho, apelido do trem que ia de Santa Cruz a Mangaratiba, nos anos 1980. De Santa Cruz saía o ramal do Matadouro, que ficava dali a 

ACIMA: Pátio da estação de Santa Cruz. ABAIXO: Trens da Supervia na estação de Santa Cruz (Fotos Julio Cesar da Silva, 12/2009).
curta distância, mas que o trem também atendia. Saía também da estação de Santa Cruz um ramal para a base aérea para os Zeppelins, contruído por volta de 1934. Este ramal foi feito para a construção do hangar, mas continuou por algum tempo para

ACIMA: O hangar dos Zeppelins ainda funcionando em 1936. Segundo algumas fontes, o dirigível ao fundo é o Hindenburg, incendiado no ano seguinte. Também segundo essas fontes, esse seria o único hangar para este uso ainda existente no mundo (Autor desconhecido).}transportar os passageiros que chegavam pelos dirigíveis para o centro do Rio em carros de primeira classe. Hoje o ramal está desativado e ainda dele sobram resquícios, mas a base aérea continua existindo, não para zeppelins, claro.
(Fontes: Alexandre Fernandes Costa; Julio Cesar da Silva; Tibor Jablonski; Jorge A. Ferreira; Marco Giffoni; ___: Colecção de 44 vistas photográphicas da Estrada de Ferro Pedro 2º, 1881; Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, 1902;
Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrech

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_rj_mangaratiba/stacruz.htm

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